quarta-feira, julho 06, 2005

O que foi sem nunca ter sido

Bem, vou aqui desincumbindo-me do ônus que sobre mim recai às quartas-feiras – ainda que atrasado, devido a problemas com o sistema de postagem do nosso hospedeiro - já que meus companheiros de composição parece que perderam o trem.

Vimos surgir nos últimos dias, depois do mar de lama parecer generalizar-se sobre o partido do presidente, naturalmente ameaçando sempre respingar no governo, e da exacerbação de alguns discursos, vozes respeitáveis virem à público na tentativa de desconstruir a idéia que se dissemina e que de certa forma tenho defendido, segundo a qual o governo Lula em nada se diferencia não só de FHC, mas da tradição dos mandatários nacionais subservientes ao grande capital e aos interesses colonialistas de sempre. Destaco os bons artigos dos professores Flávio Aguiar na Agência Carta Maior e Emir Sader, reproduzido no Portal Vermelho.

Malgrado a qualidade dos argumentos expendidos, acredito que esta visão esteja essencialmente encobrindo uma falácia e uma verdade mais profunda. A falácia é a que tenta colocar na boca dos críticos do governo do PT a idéia de que para o grande capital e os interesses colonialistas (que nem sempre se confundem na prática, como no caso do capital agrário, industrial e comercial brasileiro massacrado pela lógica financista que vem imperando desde a década passada; mas ao que tudo indica as construções ideológicas que aproximam esses setores parece estar falando mais alto até o momento, a despeito das evidências claras que só a retomada da soberania sobre os rumos nacionais e uma conseqüente política desenvolvimentista de expansão de mercado interno podem salvar o capital nacional) seja indiferente que esteja no poder Lula, de um lado, ou, de outro, FHC, Malan, Delfim, Alckimin etc. Não precisa ter capacidade reflexiva privilegiada pra se notar a estultice óbvia que essa idéia enseja. Porque nós exercermos o poder é sempre diferente deles o fazerem, por qualquer dos lados que se olhe. Mas, no fundo, não passa muito disso, numa versão globalizada, pra ficar na moda, daquela definição outrora corrente: ditadura é quando eles mandam em nós; democracia é quando nós mandamos neles...

Nesse sentido, pois, importa admitir como inconteste que Lula não é “nosso” em nenhum sentido, para os donos do poder históricos. Não é de família tradicional, não faz parte da elite intelectual acadêmica, não vem dos setores do capital e nem sequer enriqueceu trabalhando. Então, sob a ótica da Casa Grande, para usar a denominação do professor Aguiar, quem está no Palácio do Planalto é “deles” e obviamente melhor seria para perpetrarem os seus desmandos seriais em proveito próprio que lá estivesse um “nosso”. Negar isso seria negar o jogo político que ainda contrapõe o PSDB e o PT, que de outra forma reunir-se-iam definitivamente para a pilhagem nacional, como já dissemos por aqui. Ao mesmo tempo, também não se ousa mais negar que a política econômica agrada religiosamente, até as minúcias, os interesses da tal Casa Grande.

Pois a verdade profunda que ora também se enconbre, como também amiúde temos defendido ( A verdadeira herança maldita ou da morte da política, de 11/05/2004), é que o período FHC conseguiu implantar perversamente a semente de uma lógica gerencial financista indepentente que se perpetua a despeito do exercente formal do poder. Dizia eu, na ocasião: “Isso nos conduz à triste conclusão de que a verdadeira herança maldita deixada pela era tucana não se resume à exponenciação da dívida pública, ao aniquilamento do parque industrial nacional, à completa estagnação econômica e à dilapidação do patrimônio estatal. O legado fatídico é a perpetuação de uma lógica financista auto-referente e auto-suficiente que, mais do que desprezar, faz prescindir-se da política como arte dos cidadão de uma polis disputarem os rumos da coletividade e negociarem a tomada de decisões. A lógica contábil dos superávits (que obviamente é não mais que a máscara ideológica para o verdadeiro substrato consistente na intangenciabilidade da obrigação de honra aos compromissos formais com os credores) governa os destinos do estado brasileiro como um andróide insensível pré-programado para exercer a sua sanha exterminadora, rebelado e incontrolável ... O imobilismo de um governo que incorpora setores altamente representativos da esquerda brasileira, sua quase patética incapacidade de desmontar as armadilhas mais simplórias do modelo financista, mostram-nos o quanto precisamos urgentemente ressuscitar a política como forma de controle do estado pelos cidadãos.”

Lula não conseguiu desenredar-se desta teia maliciosa construída habilmente para manter as estruturas fundamentais da lógica macro-econômica. Ainda que, como admitido na famosa Carta aos Brasileiros, marco da rendição política do PT ao núcleo cancerígeno que destrói o país, preservássemos os contratos, ainda que a honra aos compromissos financeiros seguisse estrangulando orçamentos e margens de manobra, o eleitorado que votou em Lula esperava que dentro dessa margem estreita se invertessem substancialmente as práticas políticas e os objetivos primários da ação estatal no Brasil. Esse foi o sinal que foi negado à nação e que legitimaria ainda mais o pleito por um segundo mandato: a ação de um líder popular que, valendo-se de seu apoio, denunciasse publicamente as tentativas espúrias de se trancar as ações governamentais, as chantagens políticas, as negociatas por cargos e todo o lodaçal que vem à tona agora como nunca. Mas foi nessa hora, precisamente, na hora em que o Brasil confiou em seu líder, que Lula foi menor do que esperávamos dele, entregando o comando das ações políticas ao PT burocrático, capitaneado pela mente autoritária, arrogante e bem pouco escrupulosa (ainda que bem intencionada, sigo acreditando nisso) do ex-ministro José Dirceu.

É nesse ponto que se evidencia a contradição do discurso do eminente professor Sader, que é fundamentalmente a mesma da orientação do meu partido, com a vênia devida. Qual o sentido de se fazer a defesa intransigente de Lula apontando a necessidade urgente da retomada do comando do curso político e da inversão da lógica da política econômica? O sistema econômico presentemente vigente foi concebido para “quem quer que seja o presidente do país, nada muda, nem mudará”... “no conteúdo das políticas”, na letra do citado articulista, mas foi o PT, sim senhor, que tratou de atestar que essa continuidade se estenderia incólume sobre o “ manejo nada ético do governo e de suas alianças”. E o que fez Lula diante de tudo isso? Nada. Sua liderança é inexistente, o peso do seu cargo e de sua história pessoal não se fazem sentir em nenhum momento no deslinde das ações no teatro político. A patética reforma ministerial patina, por isso, há bem mais de seis meses, e chegam a despertar piedade as demonstrações de inabilidade, as trapalhadas, sob o olhar atônito e “triste” do presidente que nem mais parece querer ser candidato, como assinala Clóvis Rossi na Folha de ontem.

O resumo da ópera é que por mais que se peçam votos de confiança pessoal a este homem honrado chamado Luiz Inácio da Silva, o fato é que nenhum argumento racional dá conta de que terá ele condições de chamar a si a responsabilidade por uma virada política respaldada no seu prestígio, na sua liderança, que teria que corresponder necessariamente a um contraponto ao poder absoluto do fiscalismo cego e subserviente operado por Palocci, o empalador. É o próprio Sader que estampa a tibieza de suas esperanças: “Se quiser romper o cerco de que está sendo vítima, o governo precisa movimentar-se, retomando a iniciativa e deslocando a atual situação. O problema é que pensa movimentar-se rodopiando no mesmo lugar, obtendo uma sobrevivência imediata aliando-se ao PMDB, mas sob o risco de não conseguir derrotar a ofensiva de denúncias.” Ou seja, mais uma vez, acuado, intimidado, o presidente furta-se a fazer o que dele se espera e opta pela saída mais fácil, prendedo-se mais e mais a setores fisiológicos espúrios que não estão minimamente comprometidos com as esperanças de transformação e justiça que o Brasil anseia.

Acompanhando, pois, o raciocínio sugerido por Janio de Freitas ontem na mesma Folha: o presidente, a esta altura do campeonato, é sem dúvida diretamente responsável pela crise. Infelizmente, tenho que admitir o que passei a vida negando, desdobrando-me em argumentos, contendas e brigas até as raias das vias de fato: Lula
não está a altura da liderança política que dele se espera e da confiança que nele depositou o povo, não para resolver os problemas todos do Brasil, mas oferecer um mínimo contraponto à história de apropriação privada do estado e sua instrumentalização para a perpetuação das formas de opressão, desigualdade e acumulação. Infelizmente, senhores, Lula mostrou-se um fraco. É um homem honrado, de bem, comprometido até, eu diria, com os anseios da maioria oprimida da nação. Mas não vai mudar a política econômica, nem vai quebrar os ovos, professor Emir. Lula não é Vargas.

Mas se o presidente Lula, apesar de jogar do lado que certamente não é o “deles”, não é o homem a conduzir o Brasil a um avanço, mínimo que seja, na assunção de uma postura independente e soberana cada vez mais rara entre os colonizados, mister empunhemos, uma vez mais, as idéias e as armas todas que dispusermos para a reconstrução de um caminho que recoloque a política como instrumento de condução dos destinos da nação, que corte os grilhões que nos aferram a um modelo sugador de nosso sangue, de nossas riquezas, energias, esperanças e dignidade. Lamento profundamente ver os comunistas agarrados a uma náufraga esperança, à liderança não consumada de Lula, em vez de erguendo a bandeira de uma nova alternativa democrática que recomponha o status do enfrentamento político como resistência a esta financismo auto-referente.

Não, senhores, a recusa de Lula e da inépcia política petista não significa em absoluto rendição ao projeto de poder prefigurado exemplarmente na ambição tucana da retomada do Palácio do Planalto. Afirmar esta equivalência significa aceitar a incolumidade dos ultra-contemporâneos mecanismos de expoliação financeira a qualquer ação política, o que significa estarmos para sempre condenados a meros expectadores dessa pantomima monstruosa cujo cenário vai sendo composto por nossos próprios cadáveres.

Fernando Szegeri

18 Comments:

Blogger marco said...

Excelente blog, parabéns!
Voltarei sempre, abraços.
Marco - www.sambacarioca.com.br

6/7/05 20:28  
Anonymous zé sergio said...

Sze, não entendi patavinas como pode alguém (Zé Dirceu, na tua opinião) ter uma "mente autoritária, arrogante e bem pouco escrupulosa, ainda que bem intencionada". Me explica!!! Esse Zé Dirceu é um assassino de sonhos, um matador de utopias. Ajudou a construir um partido que se orgulhava de ter blindagem contra cafajestes. Esse partido, antes mesmo de chegar ao poder, foi dominado por um grupo grande e forte que inchou a legenda e substituiu o militante que saía embandeirado por cabos eleitorais pagos. Mesmo assim, ainda conservava gente do melhor gabarito. Esse escândalo que está rolando, caro amigo, está deixando de cuecas os muquiranas arrogantes que tomaram de assalto um partido que parecia único (no bom sentido). Não tive pena alguma de Genoíno no Roda Viva e torço para que todos os podres surjam. Talvez o pessoal sinta nojo e tire o pus.

6/7/05 22:02  
Blogger Fernando Toledo said...

Leitores,
Não publiquei nada semana passada porque estava tombado, com sinusite, e trabalhando assim mesmo, sem parar. O resto do tempo passava de cama, com febre e a cabeça explodindo.
Amanhã retorno à labuta...

7/7/05 11:31  
Blogger Fernando Toledo said...

Ah, Zé Sérgio, ia lhe convidar para visitar a Revista Música Brasileira, iniciei uma s´´erie sobre choro ontem, acho que você vai gostar, mas não tenho seu e-mail para lhe avisar.

7/7/05 11:32  
Anonymous zé sergio said...

Toledo, vou entrar mesmo sem convite rsrs Meu emêio é josesergiorocha@uol.com.br Mande a mensagem pra que vc também entre no meu precioso catálogo de endereços, que algum dia venderei por milhões de dólares a uma mala direta dessas aí

7/7/05 11:49  
Anonymous Flávio said...

Szegeri, me pergunto cada vez mais qual a base da minha convicção de que o próprio Lula não sabia do mensalão. Não me parece que o Dirceu seja sofisticado ao ponto de criar uma "negação possível" para o presidente. É triste mas acho que pode respingar no próprio Lula.
Outro fato digno de nota é a atroz incompetência do PT para mudar o cenário. Nem uma demissão da cúpula - toda, de Delúbio a Genoíno - para gerar credibilidade é feita. Mais um acordo espúrio à vista, dessa vez com os fisiológicos do PMDB, tendo logo antes entrado em choque com o PSDB para acirrar tudo no Congresso. Escroques como o Bornhausen ou o Marco Maciel teriam muito a ensinar sobre rudimentos de política a líderes petistas.
Acho que vamos ver um ano e meio de um governo castrado.

7/7/05 12:46  
Blogger Eduardo Goldenberg said...

Eu não entendo o por quê do porra do Lula não convocar rede nacional e dizer ao povo que o elegeu: "eu não tenho a ver com isso, putada!" E forçar a barra e varrer toda a cúpula do PT, ao menos até o final das investigações. O que eu tenho como conviccção é que o tráfico está por trás dessa porra toda, que, no final das contas, serve para lavagem de dinheiro, e muito dinheiro.

7/7/05 12:49  
Anonymous Marcão said...

Meus amigos,

Em primeiro lugar, eu acho que o Fernando levanta o tema do suposto "golpismo das elites" contra o Governo mais por ser filiado ao PC do B. Porque, excluindo filiados e mais uma meia dúzia, na sociedade em geral ninguém sequer leva a sério essa máxima. Apropriando-me de uma frase do Gabeira, diria que esse é um discurso autista, posto que sem o mínimo lastro com a realidade.

O próprio Fernando já deu argumentos de sobra, que julgo irrespondíveis, para rejeitar essa tese.

No entanto, esse discurso suscita algo interessante. Analisando essas palavras, somada à declaração recente do Delúbio (não fiz nada fora da ética "POLÍTICA") demonstram que esse discurso, por mais incrível que seja, parece sincero.

Eles acham que estão sendo punidos por jogar o jogo político e por fazer o que a direita sempre fez, daí a referência a um "golpismo" das elites.

Sim!!! A mim parece que Dirceu, Delúbio e outros, no fundo, não acreditam que há algo errado, acreditam que política é isso mesmo, que a corrupção, quando posta a serviço da esquerda, é revolucionária, que é preciso estar no poder para a redenção do povo e por aí vai.

Eu, pessoalmente, quero sempre ser veementemente contra essa lógica e daí porque, na linha do colocado pelo Zé Sérgio, acho impossível haver um pingo de complacência com esse pessoal.

Aliás, daqui eu torço para a crise se amplie para outras administrações petistas, notdamente Santo André (onde, vejam a gravidade das coisas, tudo indica que houve um homicídio cometido por setores do próprio PT, contra um Prefeito honesto do PT, para manutenção de um esquema de corrupção do PT) e São Paulo (onde a verdade é podre, mas ficou bem escondida, talvez por falta de um bandido contrariado, tipo Roberto Jefferson). Que toda a verdade venha à tona o mais rápido possível.

Às vezes, tenho um pouco de esperança de que o PT volte a ser PT, que esses personagens infames sejam jogados na lata de lixo da história e o partido retome seu rumo original, mas será que é possível? Será que esse caminho tem volta?

Infelizmente, acho difícil.

Se a eleição fosse hoje, eu gostaria de votar na Heloísa Helena para Presidente. Não gosto da ortodoxia dela, mas no momento é o que menos importa. E antes que alguém pergunte, foda-se a governabilidade.

7/7/05 13:16  
Blogger Szegeri said...

Zé Sérgio:
O Marcão respondeu por mim. Os caras acreditam que estão certos. Não acredito que o Dirceu tenha ficado um centavo mais rico, apesar de provavelmente ser um dos mentores intelectuais da porra toda. É isso que eu chamo “bem intencionado”, entre muitas aspas.
Marcão:
Pelamordedeus, já reli o texto três vezes e não achei onde eu possa ter falado em golpismo das elites. Me mostra, para que eu urgentemente reavalie minha forma de expressão, porque tenho-me esgoelado dizendo que essa tese, infelizmente encampada pelo PCdoB, é um delírio psicótico. Aliás, tudo o que as elites não querem é o golpe. Só não vê quem não quer.
Edu:
Por que o Lula não vai pra televisão? Porque se não foi na hora que tinha a faca e o queijo na mão, não vai ser agora, encurralado, amendrontado, pra não dizer fodido, que vai fazê-lo. Não vai porque é um fraco. Aliás, que saudade do Leonel...

7/7/05 17:12  
Anonymous Marcão said...

Fernando,

Não atribuí a você ter falado em golpismo das elites, talvez tenha me expressado mal. Fica bem claro pelo sentido geral de seu texto que você rechaça essa tese.

o que me pareceu é que você, ainda que indiretamente, está rebatendo essa tese, ou teses na mesma linha. Por exemplo, achei patético o texto do Professor intitulado "Cinco razões para defenestrar Lula".

7/7/05 17:32  
Blogger Eduardo Goldenberg said...

Fernando, nem me fale do Leonel. Faria um estrago, se vivo fosse, e em cadeia nacional. "A esquerda que a direita gosta", seria esse o mote, que ele tanto repetiu. Diria, com aquela cara, com aquele óculos nas mãos, "Lula, francamente, e as esperanças do nosso povo?" e por aí iria. Também achei patético o texto do Professor. A coisa tá é foda. E eu não tô aguentando ver o Roberto Jefferson posando de bom moço. E tenho tido vontades de matar a tal da Ideli (acho que é isso), vaca-senadora do PT. Uma besta. Só fala merda.

7/7/05 17:46  
Blogger Szegeri said...

Marcão, agora que me cai mais uma ficha. A grande indignação do Zé Dirceu e sua trupe é mesmo com o Palocci. Porque os caras montaram essa porra toda, em última análise pra instalarem no poder minimamente aquilo que acreditavam, aí é qu eu falo em "boa intenção". Aí vem o cara e põe tudo a serviço do continuísmo de sempre. Então, a mesa está posta: o continuísmo da política econômica, das práticas adminsitrativas e da forma podre de se fazer a política. E estamos todos fodidos.

7/7/05 19:23  
Anonymous Flávio said...

Edu,
Se a Ideli - de quem nunca esperei nada de bom - mereceu ser laureada com tantos adjetivos, imagine o Bitar, que conseguiu nos brindar com 15 minutos das coisas mais imbecis que eu já ouvi. A inquirida foi a secretária do Marcos Valério e quase não respondeu, riu umas quatro vezes das asneiras do desesperado.

7/7/05 20:00  
Anonymous Marcão said...

Mas em termos de imbecilidade, não podemos esquecer do José Eduardo Cardozo, que passa o tempo todo lá, tentando desqualificar, buscar contradições e explorar o nervosismo dos depoentes que comprometem o PT.

É o professor de direito constitucional e administrativo que virou inquisidor de quinta categoria. E a minha raiva de ter votado nesse homem?????

Em tempo: a "boa intenção" do Zé Dirceu em nada atenua sua culpa. Que vá para o lixo da história!!!

8/7/05 13:13  
Anonymous zé sergio said...

Alguém, dia desses, definiu bem a CPI. São quatro guerras sendo disputadas. A guerra dos egos, a guerra política, a guerra dos decibéis e, finalmente, a guerra para que haja apuração.

8/7/05 14:18  
Anonymous Helion said...

Na boa, se estivesse o engenheiro aì ele até que podia ir pra cadeia nacional de TV, mas poderia tambem, nao estando na presidencia, pedir mais dois anos de prorrogaçao pro Lula resolver as coisas, ou entao defendê-lo até o fim em troca de verba pra Linha Azulzinha. Idealizar em cima de quem jà morreu é mole.

8/7/05 17:32  
Blogger Eduardo Goldenberg said...

Helion, faz o seguinte: quando você for viajar, pra Itália ou pra qualquer outro canto, vá pela Avenida Brasil. Despreze a Linha Vermelha, sem a qual o Rio, hoje, seria impensável. Não é mole idealizar em cima do Leonel, não, meu nêgo. É mole. O homem morreu com uma coerência que meia-dúzia de gatos pingados (Pedro Simon, Jefferson Perez e mais uns poucos) têm. É tudo bem previsível.

8/7/05 18:11  
Blogger Fernando Toledo said...

Bem, Edu, realmente, apesar de ser um fã incondicional do Leonel, devemos admitir que nem acertou: sua posição pessoal era inquebrantável (constitucionalista-legalista ao extremo, de uma inteligência atroz etc.). Mas seu pragmatismo partidário, especialmene no tocante à escolha de aliados, deixava muito a desejar. É só lembrarmos que o PDT já fez aliança com o PTB do Jefferson. E a escolha ridícula de Anthony Garotinho para candidato, em lugar de Roberto Silveira, por exemplo?
É preciso saber criticar, principalmente, aqueles que admiramos. Brizola era fodão, sim, em muitos momentos. Mas não era Deus, nem pretendia.

12/7/05 12:21  

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